Programação generativa como linguagem e comunicação

Processos de rotinas de código executável como ferramenta de transmissão da informação

projetos

Muitos dos textos que lemos sobre arte generativa se fixam por pouco tempo nesse tópico, e os que desenvolvem o tema tendem a cair no campo do pós-estruturalismo, do pós-modernismo e das questões de autoria.

Os temas principais a serem abordados devem se aprofundar realmente para podermos inspecionar a responsabilidade e a criação da arte generativa.

Seus meios não podem ser tão obviamente singulares como parecem primeiramente. Poderíamos também subitamente usá-los como sendo os recipientes que carregam aquele que reivindica se demonstrar. A questão tão recorrente de que os seres humanos são reduzíveis ao comportamento da máquina está fora desse tópico.

Isso geralmente é de pouco interesse e certamente tem um interesse menor sob o tópico da arte generativa, e também é uma consideração que poderíamos introduzir virtualmente em toda e qualquer discussão sobre o humano, isto é, um tópico que é simultaneamente demasiado pequeno e demasiado grande, e considero um grande desafio escrever sobre a arte generativa.

A arte generativa ou processo de rotina autogenerativa como arte pode incluir processos com máquinas mecânicas de pintura, reações químicas ou ainda o uso da vida das plantas e animais, substâncias, processos químicos como cristalização, evaporação e condensação, e ainda apresenta alguns projetos que usam as nano máquinas, construções baseadas no DNA e assim por diante. São todas atividades que não envolvem o uso direto do homem, dos computadores ou dos algoritmos em um uso limitado direto, como normalmente se compreende.

Philip Galanter[4], crítico e programador da arte generativa, não aceita ver a arte generativa como se fosse um subconjunto da programação do computador, o que realmente não é: “A arte generativa é uma categoria enorme, tão velha quanto a arte propriamente dita, e inclui uma diversidade de métodos que continuarão a crescer cada vez mais com os avanços dos computadores (GALANTER, 2006)”.


Pós-estruturalismo uma corrente de pensamento da lingüística, observada por Jac­ques Derrida e Gilles Deleuze entre outros intelectuais franceses.

Pós-modernismo significava em sua origem a perda da historicidade e o fim da “gran­de narrativa” – o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado. Frederic Jameson em “Pós-Modernismo” (1991), enumera alguns ícones desse movimento, entre eles na arte, Andy Warhol e na música, John Cage.

Autoria- e função de autor – segundo Foucault, o conceito de autoria, tal como a cultu­ra moderna entende , se estabelece no final do século XVIII e início do século XIX quan­do se instaura a noção de texto como propriedade e direitos do autor.

– GALANTER, Philip. PhilipGalanter.com. EUA, 2006 Disponível em: <http://www.philipgalanter.com/>. Acesso em: 20 jan. 2007.