Arquiteturas Improváveis

Construir no SL é fácil, e para isso basta usar as ferramentas do programa. Usando como base cubos, pirâmides, cones e esferas, criamos todo tipo de objetos, segundo a lógica LEGO, com características físicas, que se movem com o vento ou são travadas. A maioria dos “arquitetos” do SL se preocupa em recriar nosso mundo real, com construções convencionais em que todas as edificações prevêem portas, janelas, tetos e escadas, para um mundo onde as intempéries climáticas não existem e no qual qualquer avatar pode voar, não precisando de escadas para atingir andares superiores. Para que seguir a lógica do real se estamos diante de um mundo virtual que aceita tudo?

Arquiteturas improváveis

Em confronto com essa abordagem, subvertendo as leis da física e permitindo abordagens diferentes, o projeto Arquiteturas Improváveis, de Giselle Beiguelman e Vera Bighetti, tem por mote o público como protagonista do processo expositivo e o Second Life como um espaço de horizontes em aberto e sem paralelo no mundo físico.

Partimos dos princípios da endofísica de Otto Rössler, que desembocaram na teoria do caos, para criar um espaço que desafia a percepção dos interatores e reage à sua presença, sendo remodelado e sofrendo mutações estruturais quando visitado e percorrido.

Em um terreno no SL, implantamos edifícios de arquiteturas improváveis, suspensas, transparentes e sem colunas, com formatos inusitados que permitem navegar no seu interior e exterior, atravessando as paredes e mesclando-se com a estrutura.

Trata-se de ambientes arquitetônicos que assumem “a cara do público”, ao serem modificados pela presença dos visitantes, por meio de mutações em suas cores e texturas que transformam nossas arquiteturas improváveis.

Esculturas de imagens transitórias, baseadas em materiais líquidos e gasosos, sem portas ou janelas, é um convite à exploração por sentidos emergentes no contexto do espaço imersivo.

Arquiteturas Improváveis
Arquiteturas Improváveis

Como uma experiência em espaços de deslocamentos o projeto é uma investigação aberta e em curso para refletir e explorar as redes de comunidades sociais com ações diretas pelo trabalho executado em um contexto global fornecendo uma estrutura conceitual que emerge de nossas práticas sobre estar dentro e fora do território da arte digital contemporânea.

O projeto trabalha com a entropia, a imagem fluida, a sobreposição de imagens que se fundem na cor e movimento numa mesma estética dos projetos Stereoscopy Space (2006) de Vera Bighetti com estruturas inspiradas nos projetos arquitetônicos de Richard Serra e Frank Gehry

Sinopse:nfo@noema.art.br

O projeto tem por mote o público como protagonista do processo expositivo e o Second Life como um espaço de horizontes em aberto e sem paralelo no mundo físico.

Trata-se de projeto inédito desenvolvido por Giselle Beiguelman e Vera Bighetti para a exposição Memória do Futuro, a convite do Itaú Cultural, que ocupará simultaneamente três regiões (“ilhas”) distintas: a galeria Noema, na ilha da AgenciaClick, o espaço Memória do Futuro, na ilha Berrini, e o centro da de Búzios.

Toda a comunicação entre os edifícios é feita por teletransporte, um dos recursos mais interessantes do SL.

Parte-se dos princípios da endofísica de Otto Rössler, que desembocaram na teoria do caos, para criar um espaço que desafia a percepção dos interatores e reage à sua presença, sendo remodelado e sofrendo mutações estruturais quando visitado e percorrido.

Em terrenos distintos, implantamos edifícios de arquiteturas improváveis, suspensas, transparentes e sem colunas, utilizando apenas materiais líquidos e gasosos com formatos inusitados, que permitem navegar no seu interior e exterior, atravessando as paredes e mesclando-se com a estrutura.

Trata-se de ambientes arquitetônicos que assumem “a cara do público”, ao serem modificados pela presença dos visitantes que os percorrem.À medida que recebe mais visitas, mais desdobramentos são produzidos, rizomaticamente, na estrutura.

O projeto é de Giselle Beiguelman – http://www.desvirtual.com e Vera Bighetti – http://www.artzero.net/ .

Com apoio e participação de: Juliana Constantino – http://arquiteturadeinformacao.com/ e Elaine Santos – http://www.myspace.com/lalai2005

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