Tecnologia e crítica da arte generativa

Para essa finalidade, levantamos alguns questionamentos a respeito da arte generativa. Quando algumas respostas iniciais forem fornecidas, nossa intenção preliminar será de sugerir que o paradigma deste texto iniciará uma discussão cada vez maior.

Tento oferecer uma definição da arte generativa que é inclusiva e fornece um terreno fértil para o desenvolvimento teórico técnico da arte.

O uso dos sistemas é identificado primeiramente como um elemento chave na arte generativa. As várias idéias da teoria de complexidade também são introduzidas aqui.

A teoria da complexidade[1], como representativa do Modelo de Sistema Adaptativo Complexo, deixa duas idéias principais:

– “Os sistemas complexos inovam através da produção de rasgos de novidade espontâneos e sistêmicos, a partir dos quais emergem novos padrões de comportamento.”

– “A complexidade é, em parte, o estudo da inovação persistente no universo.”

Nota-se que os sistemas existem em um continuum altamente requisitado e altamente desordenado. Isto conduz à adoção da complexidade, da ordem e da desordem como princípios organizadores eficazes na comparação de vários sistemas generativos da arte.

Esta visão conduz à observação um tanto surpreendente de que a arte generativa é tão velha quanto à própria arte, segundo Gallanter[2]. Alguns artistas e estudos específicos são discutidos dentro deste paradigma influenciado pelos sistemas e pela teoria da complexidade. Algumas perguntas teóricas da arte são introduzidas para exercitar a definição generativa sugerida da arte e o paradigma implícito.

O elemento chave na arte generativa é, então, o sistema a que o artista cede o controle parcial ou total. E com esta definição algumas perguntas relacionadas da teoria da arte se desenvolvem:

Primeiramente, o termo “arte generativa” é simplesmente uma referência a como a arte é feita, e não faz nenhuma reivindicação sobre por que a arte é feita dessa maneira ou qual é seu índice.

Em segundo, a arte generativa é desacoplada de toda e qualquer tecnologia particular. A arte generativa pode ou não pode ser “hi-tech”.

Em terceiro lugar, um sistema que mova uma prática de arte generativa deve ser bem definido e ter controle suficiente para operar-se autonomamente.

Assim, se os sistemas são em um sentido o aspecto definitivo da arte generativa, vale a pena perguntar se todos os sistemas são igualmente relevantes, ou se há uma maneira útil de classificá-los, pela implicação, classificando os vários tipos de arte generativa.


[1]– John Henry Holland (teoria da complexidade). Cientista pioneiro a trabalhar com sistemas complexos não lineares.

[2]– Lista de discussão eu-gene