Alguns tipos de processos de rotinas autogenerativas

RSS

O RSS é amplamente utilizado pela comunidades dos blogs para compartilhar suas últimas novidades ou textos completos, e até mesmo arquivos multimídia[1]. Em 2000, o uso do RSS difundiu-se para as grandes empresas de notícias como Reuters, CNN e BBC. Estas empresas permitem que outros websites incorporem suas notícias e resumos através de vários acordos de uso. O RSS é usado agora para muitos propósitos, incluindo marketing, bug reports e qualquer outra atividade que envolva atualização ou publicação constante de conteúdos. Hoje em dia é comum encontrar feeds RSS nos maiores websites e também em alguns pequenos.

Um programa conhecido como feed reader, ou agregador, pode verificar páginas habilitadas para RSS para os seus usuários e informar sobre atualizações. Essas aplicações são tipicamente construídas como programas independentes, como extensões de navegadores ou programas de correio eletrônico. Esses programas estão disponíveis para vários sistemas operacionais, e existem inclusive versões para a web desses programas.

Os leitores RSS para web não requerem software e levam os feeds dos usuários a qualquer computador com acesso à web. Alguns agregadores combinam feeds RSS entre novos feeds, por exemplo: agregue diversos itens relativos a futebol de diversos feeds de esportes e crie então um novo feed de futebol.

Nas páginas da web os feeds RSS são tipicamente indicados por um retângulo laranja, com as siglas XML ou RSS.

Antes do RSS existiam diversos formatos semelhantes para agregação de conteúdos, mas nenhum deles alcançou popularidade ou está em uso atualmente. A principal razão disso é que a maioria deles era direcionada para funcionar com apenas um serviço. Por exemplo, em 1997 a Microsoft criou o Channel Definition Format para um recurso chamado Active Channel do Internet Explorer 4.0, que ficou mais ou menos popular.

De uma forma simplificada, o RSS é um padrão baseado em XML que permite distribuir conteúdo em tempo real, usando agregadores (programas que baixam e exibem notícias recebidas por meio do RSS).1

A tecnologia do RSS permite aos usuários da internet inscrever-se em sites que fornecem “feeds” (fontes) RSS. Estes são tipicamente sites que mudam ou atualizam o seu conteúdo regularmente. Para isso, são utilizados feeds RSS que recebem essas atualizações. Desta maneira, o usuário pode permanecer informado de diversas atualizações em diversos sites sem precisar visitá-los um a um (banco de dados Wikipedia).

De maneira geral, permite o ágil recebimento de notícias ou informações, sincronizado de maneira rápida, uma vez que a transição dos dados se resume a texto simples. Serve para receber uma lista de atualizações dos sites escolhidos, no momento em que elas ocorram. É muito usado em sites de notícias, de previsão do tempo, informações sobre trânsito, informações econômicas e blogs. O Gmail (serviço de e-mail do site Google) também utiliza RSS em seu mecanismo. Fontes RSS podem ser encontradas em diretórios como http://www.rssfeeds.com.br.

Procuramos compreender as maneiras pelas quais a popularização dos arquivos em formato RSS modifica os regimes de leitura e produção de conhecimento. As novas relações homem-máquina estão alterando substancialmente nossas maneiras de ver, perceber e criar. São cada vez mais populares os projetos que relacionam as noções sobre o papel que a inteligência humana desempenha nos processos de produção de imagens, textos e idéias. Talvez seja por isso que projetos com rotinas autogenerativas, ou arte algorítmica, segundo Peter Weibel, com procedimentos viróticos, se converteram num dos mais desconcertantes campos da criação com novos meios.

Um bom exemplo aqui é o projeto de RSS-arte 10×10, de Jonathan Harris, que a cada hora escaneia os feeds de três serviços noticiosos de peso, como Reuters, BBC News e New York Times International News, para deduzir quais são as cem palavras mais importantes do momento, em escala global. Essas palavras são associadas a imagens correspondentes, também garimpadas nos mesmos serviços noticiosos.

ten by ten Jonathan Harris
ten by ten Jonathan Harris

Esse projeto desconstrói os paradigmas que vêm orientando nossos regimes cognitivos e perceptivos, que ainda vinculam a criação ao nome de um autor, dentro de um sistema que faz com que esse nome funcione como uma logomarca capaz de dar coerência, por si só, ao conjunto de uma obra ou de uma publicação.

Essa desconstrução não se faz sem transformações profundas em aparatos jurídicos, políticos e culturais. Para que ela aponte para uma maior complexidade do imaginário coletivo e não sua atrofia, faz-se necessário que a capacidade interpretativa seja levada às últimas conseqüências.

A internet não é apenas um meio de comunicação. É um novo dispositivo de leitura, que faz de cada leitor um editor potencial. Por isso, redireciona alguns paradigmas que balizaram, com sucesso, os métodos e as formas de produção dos discursos críticos. (Beiguelman, citação em classe 2005)

Faz-se necessário, para outro momento, um levantamento que indique possibilidades de desenvolvimento de novas interfaces autogenerativas e de lincagem de informações adequadas ao ambiente da internet, repensando os procedimentos de leitura e escrita específicas de um meio em que a comunicação, cada vez mais, se dá pela forma como o leitor acessa a informação.


[1] Podcasting é uma forma de publicação de programas de áudio, vídeo e/ou fotos pela Internet que permite aos utilizadores acompanhar sua atualização.

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